3.4.08

Monitoramento de favelas com softwares e internet

Favela do kibon

Nota na Folha de SP - Com Imagens de Satélite, SP Mapeia Favelas (para assinantes) - publicada em 11/03/2008, fala da iniciativa de monitorar pela internet as favelas, cortiços e loteamento irregulares lançada pela Prefeitura de São Paulo. Fotos aéreas e imagens de satélite, que podem ser acessados no site www.habisp.inf.br, permitem observar a evolução das regiões e o tamanho das áreas ocupadas por 1.565 favelas, 1.152 loteamentos irregulares e 1.885 cortiços na capital paulista. Divulgado como instrumento para auxiliar projetos de urbanização e graus de acesso aos serviços publicos, pode ser visto por alguns como reflexo da política de segurança e vigilância em relação as áreas mais pobres da cidade, reforçando o preconceito e a discriminação originada da desigualdade social.

No Estadão, noticia publicada em 09/12/2007 - Um Supersoftware Contra o Crime - fala do programa desenvolvido pelo Ministério da Justiça para combater o crime organizado. Planejado para superar o software Guardião, atualmente em uso pela Polícia Federal, o novo sistema será capaz de grampear 400 telefones simultâneamente e cruzar milhares de dados vindos de órgãos diversos, da polícia, Receita Federal, Ministério Público, sistema bancário, etc. Segundo a matéria, o software foi desenvolvido com a colaboração da PF e das polícias estaduais de Brasília e São Paulo, consideradas as mais avançadas em técnicas de análise e inteligência criminal. Cada unidade custará R$ 2,5 milhões que viriam do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) do governo federal. Sobre o avanço das punições e execuções diretas envolvendo a informatização bancária, escrevi aqui a coluna Conta no Internet Banking Bloqueada pela Justiça.

Outra iniciativa, desta vez nascida de forma autônoma, foi tema da matéria Internet Brasileira Ganha Mapa de Crimes, publicada pelo O Globo em 16/12/2007. O site Wikicrimes, inspirado na filosofia wiki, onde qualquer visitante pode acrescentar ou alterar qualque página, pretende reunir registros de casos criminais com localização geográfica em um mapa mundial. Seguindo o exemplo da Wikipédia, o wiki mais popular do mundo, foi criado pelo cearense Vasco Furtado, professor da Universidade de Fortaleza, com a ajuda de Leonardo Ayres e Rafael Alves, ambos da universidade que tambem apóia o projeto. Segundo Vasco, a divulgação de crimes pela internet quebra a lógica do monopolio das informações pelo Estado. Outras iniciativas autônomas ja foram citadas aqui, como Contando Mortos Na Internet e sobre wiki, escrevi A Assembléia Constituwiki Não Decolou e Wiki na Laje.


Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia

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